tempo perdido

posso parecer-te a pessoa mais insensível que conheces: porque não choro nem rio nem me entusiasmo com estes tempos sensíveis. não, marco apenas um compasso de muda insanidade, voz surda e eufórica, de trela asfixiante presa ao bosque finito. um céu escuro é sublime, mas define um estado de apatia constante. proíbe-me de ser ou sentir, limita a terra dos sonhos fantásticos à quadrada dimensão - e encontro uma personalidade que insiste em perder-se.
pareço-te determinada. movo-me mecânica para vingar essa tua primeira impressão, continuo livremente dependente das expectativas do eterno primeiro momento, fujo mas a terra insiste em colar-se aos meus pés. que ódio ao que te pareço e à mensagem que passa no jogo entre crianças ignorantes.


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