(parecer)




Parece que hoje é dia de decisões, dia de fazermos tudo aquilo que andamos para fazer há muito tempo. Parece, mas não é: parece que nunca vai ser. Eu ainda estou à espera da minha vez para parecer o que sou, para deixar de parecer o que não sou.



Hoje é dia de parecer tudo, mas não ser nada. Nada de jeito, nada de especial

Rotas;Destinos


Rotas e Caminhos e Passeios e Lugares e Segredos e Óasis e Quartos e Vistas e Sonhos e Cantos e Recantos e Encantos e Amores e Cores e Sabores e Memórias e Gentes e Caras e Traços e Terras e Saudades e Histórias e Destinos

Parte de mim, e já sinto saudade

Lisboa, menina e moça




Faz bem à alma de qualquer um. Passear, sentir o vento que começa a denunciar o Outono. Lisboa faz bem à alma.









A calçada branca e azul, com aqueles desenhos típicos, que apenas quem anda cabisbaixo consegue perceber. As ruas, estreitas e inclinadas, amplas e direitas. Pode não parecer, mas é uma cidade cosmopolita - é cidade de artistas, de temperamentalistas, daqueles que não têm medo.É apaixonante. A Brasileira, os quadros à venda na rua e os novos e velhos que admiram a cidade e todos os seus pormenores. O fado e as esplanadas. As castanhas do Outono, as flores de todas as cores que a senhora vende na Rua Augusta e um pouco de tudo. Um pouco de todo o mundo acaba por se reunir em Lisboa.
fotografia daqui

foi hoje, teve de ser

Hoje alguém me obrigou a ir buscar outra vez a caixinha das recordações, dos segredos, daquilo que vai ficando para trás.

Vista de fora, até parece ser normal: azul, já velhinha, com os cantos estragados. Basta abri-la para se perceber que tenta passar despercebida, que é melhor esquecer. É uma caixinha triste. Tem um pouco de tudo, um pouco de antes e um pouco de agora, tem TUDO. Tem aquilo que me apetece recordar e aquilo que me apetece esquecer mas não quero largar. Tem aquilo de que me orgulho e aquilo de que me envergonho. Já disse, tem TUDO. Mas só a abri porque fui obrigada, porque já não me lembrava como era relembrar, porque já não tenho paciência dos jogos de emoções que ela insiste em ter comigo, porque é ridículo ficarmos presos ao que já passou, ridículo.

O futuro tem muitos nomes. Para os fracos, é o inatingível. Para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes, é a oportunidade.
Victor Hugo

"deve ser do cansaço, coitada"


A indiferença paira no ar, como um perfume posto em demasia. Não sei, não sinto nada em relação a muita gente. Não sei, não me apetece falar com quem não se interessa por mim, não quero ser sempre eu a fazer o tal esforço, já desisti. Next



(está fracote, já sei, mas hoje não dá para mais, tenho muita pena)

primeiro dia de chuva





Hoje é um daqueles dias em que a minha imaginação está virada para contos de fadas. Daqueles dias em que tudo me faz lembrar comédias românticas ou histórias de coincidências felizes. Porque não ser eu a protagonista de uma dessas histórias?


Assim que o autocarro se aproximava da minha paragem, fui-me levantando e preparando para sair. Lá fora, a chuva atacava o chão de forma violenta e assustava-me pensar que ainda tinha de chegar a casa. Mal saí do autocarro, senti a chuva a cair sobre mim e o meu primeiro instinto foi começar a correr. Eu bem sei que a chuva me consegue sempre apanhar, mesmo que eu corra mais depressa que o vento, mas já não suportava aquelas gotas a caírem sobre os meus ombros. Tentava proteger a mala com o braço, mas o meu casaco de malha já estava encharcado. Sentia a água a entrar pelos All Stars e a molhar-me os pés. Sentia o cabelo quase a escorrer. E já não tinha mais força para correr. Enquanto caminhava o mais depressa que as minhas pernas (cansadas) conseguiam, só queria uma boleia para subir a rua.
... Bem, o que eu mais queria era que um carro parasse ao pé de mim, se abrisse uma janela e de lá se ouvisse a voz grave do meu príncipe encantado, que me levaria até ao portão de casa. Era isso que eu queria… é pedir muito?
(e agora olho pela janela e consigo ver que já está sol e a chuva já passou. obrigadinha S. Pedro, han? grrrr)

correr:

andar com velocidade; espalhar-se; circular; ter andamento ou seguimento.


É paixão, liberdade. É ver o mundo girar enquanto nós o desafiamos a ser mais rápido do que nós

(Quem não gosta de correr nunca vai perceber este post)

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