?

Já percebi, não gosto de pontos finais. Nem de saber que, mesmo que ainda haja muito para escrever, a frase já acabou

pensando melhor...

e agora começa o tempo em que temos de estar atentos nas aulas e ir para casa estudar. Sair só uma vez por semana e ter muita coisa para fazer. Pensando melhor, não sei se o Outono é assim tão bom (..)

NÃO! vou pensar antes nas mudanças que o Outono traz, na liberdade que o frio nos dá

(isto é tudo por causa do teste se história - mas quem é que tem testes no princípio de Outubro?!?)

mês 10, quase


Mamma Mia! Da última vez que fui ao cinema, saí de lá a cantar e a dançar! Nesse dia, sonhei mais alto, com mais força, tive sonhos mais felizes! E também cantei, e dancei. E depois dancei, e cantei. E foi sempre assim até agora...

De repente, apesar do calor que se sente lá fora e do sol que entra pelas janelas adentro, sinto-me no Outono. Sim, está na altura das árvores perderem as suas folhas, que, a pouco e pouco, foram ficando castanhas e amarelas. Está na altura de começar a usar um casaquinho para sair de casa. Estamos no fim de Setembro, bem-vindo seja o Outono! Daqui a nada está na hora de ir visitar Lisboa com um guarda chuva e camisola de gola alta. Sentar-me num dos muitos cafés (cheio de intelectuais, de preferência... Tenho uma paixão por aquele fumo dos cigarros e cheiro do café) e beber chocolate quente. Ter o Natal à porta. Ver filmes e sair de casa para dar um passeio com o risco de começar a chover. Conversar, muito muito. Ser mais vintage, mais diferente, mais freak, fazer planos para o Verão. Continuar a usar All Stars e sentir a água a molhar as meias e os pés



Não há nada como um bom dia de Verão, mas o frio de qualquer coisa de especial

(re)começar, (re)definir


Chega Setembro. Chegam letras, números, aulas, professores, alunos, amigos, canetas e lápis, mochilas, desafios, exercícios. O nono mês do ano faz-se sempre acompanhar por bastantes novidades, novas rotinas, novos hábitos. Novos?! Repetem-se todos os anos! Mas, há que ser sincero, a cada ano que passa parece que voltamos outra vez à estaca zero, a aprender tudo de novo. E, também é verdade, é isto que nos faz sentir crianças para sempre: a sensação de pequenez em relação ao mundo lá fora.

Antes de Setembro tivemos tempo para tudo, tempo para tudo mesmo! Julho, Agosto e Setembro passados aqui e ali, a aprender e a desaprender, a conhecer aquilo que não nos mostram na escola. Dão-nos a oportunidade de, se quisermos, explorar-mos aquilo que nos rodeia, porque tempo não nos falta. Temos 3 meses, e só nós é que sabemos como é que os queremos aproveitar! Desta vez, decidi que não queria passar o Verão como sempre, dividida entre o meu quarto e a praia. Este ano aventurei-me e, pela primeira vez, não parei um segundo! Foi sempre a conhecer mais gente, mais sítios, mais coisas. Coisas da Vida, Coisas que valem por uma Vida. Se, por vezes, me esquecia de como era estar na escola, a estudar, outras vezes sentia-me numa escola muito mais exigente. E sentia-me bem! Nestas férias também tive de me esforçar, mas valeu cada segundo! Tive de acordar cedo, puxar pela cabecinha, fazer exercício, trabalhar, mas fez-me apreciar cada momento.


E agora, que voltei a ocupar uma secretária e os cadernos e dossiers voltam a estar espalhados pelo meu quarto, não sei se me sinto preparada para voltar ao meu habitat natural. Afinal, a Sofia que saiu pelo portão da escola em Junho já não é a mesma que entrou por este mesmo portão ontem. Essa Sofia já não existe: deu lugar a outra pessoa, alguém que já não tem tanto medo de andar por aqueles corredores da escola, de olhar nos olhos que se cruza com ela. Agora, pelos vistos, já tem uma pontinha de confiança

III capítulo


Tenho 15 anos (bem, quase 16...) e até à pouco tempo vivia como se tivesse 12. Felizmente, alguém me abriu os olhos e agora já consigo perceber o gozo de ser adolescente, de ser metade grande e metade pequena. Ter 15 anos permite-me não precisar de ser totalmente responsável e, ao mesmo tempo, poder decidir o que faço do meu tempo livre. Permite-me ser adulta para umas coisas e criança para outras! Mas, mais do que tudo, ter tempo livre e tirar partido dele.

Dá prazer vaguear por aí, com os amigos, conversar, rir, falar mal, chorar, falar de tudo, sem tabus. Ou então apenas andar por aí sozinha, a conversar comigo própria, pensar no futuro, no passado, e no presente, que é sempre o melhor. Pensar no que vou fazer amanhã, na próxima semana, no próximo mês, fazer planos a curto prazo, e sonhar. Ai, sonhar! Existe melhor do que isto? Sonhar é, provavelmente, a minha maior ocupação. Pelo menos, enquanto sonho, tudo aquilo que desejo se torna realidade e eu consigo ser Feliz, mesmo feliz!

algo desinteressante


Há já duas horas que estou sentada nesta cadeira (bastante desconfortável, por acaso), a pôr M&Ms à boca como se não houvesse amanhã e o meu estômago não tivesse fim, e a visitar sites desinteressantes porque não tenho mais nada que fazer. E depois penso: como é que o meu blog não tem visitantes?! Eu bem que tento encontrar respostas, mas depois canso-me e desisto de pensar nesse assunto, não vale a pena. Pelo menos arranjei forma de escrever, e, quem quiser (ou seja, ninguém), que o leia.

Finalmente, comecei a achar que é ridiculo estar aqui a deprimir e vou ver um filme ou assim. Vou ligar a alguém. Ouvir música. E arranjar algo para me entusiasmar, não precisa de ser nada em grande, só mesmo para ter assunto para escrever aqui neste Ponto. Neste Meu Ponto.

Sofia

P.S.: hmm, there's nothing like Lisbon, don't you think? Uma músiquinha de Katy Perry, a soar a revolta para acompanhar estes tempos.


consegui!


Andei meses a definir metas, objectivos, a tentar procurar alguém que, com toda a certeza, não sou eu. Outra pessoa, um ser diferente de mim, alguém que se enquadre nos padrões. Pensava eu que me procurava! E agora, que finalmente desisti e decidi contentar-me com o pouco que tenho, dei de caras com o equilíbrio. Encontrei-me (se não sou eu, juro que é alguém muito parecido).

E não precisei de copiar, nem sequer de me preocupar. Fui eu mesma, e consegui conquistar os meus amigos, sem a ajuda de ninguém! Por fim, conseguir, e, neste momento, nada me consegue pôr mais orgulhosa.

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