bigger than my body


as always, mais uma vez.
um nó na barriga, uma hora e meia surreais, um palco cheio.

samson



beneath the sheets of paper lies my truth,
i have to go, i have to go

it's working



pode ser a solução mais fácil.
no final de contas, a escolha é tua - porque a vida também. decide-te, avança, define, corre, grita e, se precisares, foge. escolhe o que queres, o que precisas, o que és. à tua maneira, sem empurrões, contraditoriamente ou às direitas, sem te deixares levar: define a tua posição, solidifica a tua solução. e aproveita-a

reptilia



não sou, agora, nem mais nem menos do que a equação do que quero e me aconteceu.
aconteci-te, virei a rua e encontrei uma alma que era a tua, encontrei-te uma coisa ligada a mim. como se fosse minha, uma outra (p)arte de mim. fiz-me. procurei no que era meu e em ti ainda restava, sentei-me num banco de jardim e observei quem por mim passava, esqueci que era produto do casamento entre óvulo e espermatozóide, simples produto biológico. cavei fundo na sepultura de bichos raros e mentes brilhantes, sucedi-me e fiz-me explodir em explicações, racionalizações de canções de protesto, uma revolta silenciosa impedida de ser.

the kids don't stand a chance

férias, praia, cheiro de mar e peixe insuportável, os filmes que eu quiser e a música mais vazia de sempre, o que me apetecer ver ler ouvir fazer sonhar, teatro teatro e teatro, a perspectiva de um futuro à minha frente, objectivos redifinidos.

tempo perdido

posso parecer-te a pessoa mais insensível que conheces: porque não choro nem rio nem me entusiasmo com estes tempos sensíveis. não, marco apenas um compasso de muda insanidade, voz surda e eufórica, de trela asfixiante presa ao bosque finito. um céu escuro é sublime, mas define um estado de apatia constante. proíbe-me de ser ou sentir, limita a terra dos sonhos fantásticos à quadrada dimensão - e encontro uma personalidade que insiste em perder-se.
pareço-te determinada. movo-me mecânica para vingar essa tua primeira impressão, continuo livremente dependente das expectativas do eterno primeiro momento, fujo mas a terra insiste em colar-se aos meus pés. que ódio ao que te pareço e à mensagem que passa no jogo entre crianças ignorantes.


olha, tenho um blog moribundo.
que giro

(vamos lá tentar reavivá-lo)

i can't win



eu minto, às vezes.
sou uma mentirosa no que se passa cá dentro, nas festas e convívios do salão da alma. as portas parecem-te transparentes - estão fechadas, trancadas. as conversas, as discussões, conferências e saraus são como o teu sorriso forçado nas fotografias que detestas tirar. na verdade, não valem nada, enquanto o meu corpo se estende dormindo no sofá interior.
e depois minto quando te digo que estou viva, activa, positiva. digo o que não é verdade, mas a verdade é que ninguém se digna a investigar a falsidade. quando páro de falar, acabou a conversa, também já não tens nada para dizer, adeus, adeus, até à próxima, depois ligo-te, deito-me na relva de um jardim infinito, deixo-me levar pela areia deste deserto, a neve gela-me as costas, não olho para ti e percebo que sou falsa.
nem sei

carbon monoxide




a minha cabeça tem o peso do mundo.

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