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há dois tipos de pessoas no mundo: as apaixonantes e as apaixonadas. as que puxam a trela e as que vão atrás, como se o movimento das órbitas dependesse de um assobio desprendido, um sopro tão leve, que cai sobre nós com o peso do mundo. nós que gatinhamos e caímos assim por quem não nos quer, tão fáceis para os tão difíceis.

imaginem ser-se apaixonante: aos pés, mil - mesmo sem saber, sem querer, sem pedir. tema de prosa queirosiana com tal leveza, a inconsciência depois de seis copos de vinho. ser-se e dispensar-se apresentações, insinuações, argumentações. as nossas palavras são como nós e não valem nada.

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